20100731

* Exercício criado para pessoas com e sem deficiência promete boa forma e inclusão



Qualidade de vida e boa forma para todos! Essa é a proposta da “Moving Chair”, primeira aula feita especialmente para as pessoas com mobilidade reduzida. Criada pelo professor de educação física e de tae kwon do Cleuton Nunes, de 30 anos, a aula foi apresentada pela primeira vez na 20ª Fitness Brasil, realizada em maio na cidade de Santos, São Paulo.

Após sofrer um acidente de moto em que perdeu as duas pernas, Nunes passou a vivenciar uma nova realidade em que a atividade física não fazia parte dela e resolveu mudar essa situação. “Percebi que os cadeirantes ativos necessitavam de melhor condicionamento físico em seu cotidiano, tornando os obstáculos fáceis, inspirando a uma atividade física que não viesse apenas do esporte e que pudesse fazer parte dos movimentos de inclusão”, relata. Foi assim que nasceu a aula que integra todos. O nome “Moving Chair”, que numa tradução livre seria “cadeira móvel”, tem tudo para fazer sucesso, junto com os benefícios que ela proporciona.

Muito dinâmica, a aula mescla movimentos do boxe e do pilates, trabalhando principalmente os membros superiores. Realizada com músicas empolgantes e acessórios como cordas e elásticos, ela trabalha o corpo, a força e o equilíbrio, permitindo mais controle do tronco sobre a cadeira, o que facilita na locomoção e nas tarefas funcionais do dia a dia. “O fortalecimento da musculatura faz com que a pessoa com deficiência tenha mais funções e controle do corpo, e que suas atividades em ambiente aberto sejam realizadas com maior destreza, deixando-a cada vez mais independente nas suas obrigações e passeios”, diz Cleuton. A atividade é praticada em grupo e isso proporciona o benefício de integração social, o aumento da autoestima, a qualidade de vida e bem-estar. Para quem não possui deficiência, os exercícios melhoram a postura, o condicionamento físico e o fortalecimento cervical.

Paulo Oliveira, ferramenteiro, 29 anos, que participou da elaboração dos exercícios ao lado do professor, e há dois meses pratica esse esporte, ganhou maior controle de tronco para as transferências da cadeira de rodas para cama e carro. “Outro benefício é o trabalho da musculatura que é percebido nos primeiros treinos”, relata Oliveira.

Para Cleuton Nunes, o importante, e mais difícil, é a decisão de iniciar. “O ideal é não ter medo de começar. Dificuldades todos enfrentam, tendo limitações físicas ou não. O que importa é se libertar e se despir de preconceitos, tanto próprios quanto externos”.


Acessos aos locais
A acessibilidade requer mais que vagas em estacionamentos e ruas adaptadas, ela tem que permitir que a pessoa com deficiência vá para qualquer lugar e possa fazer o que quiser a hora que quiser. Mas, hoje, poucas academias têm instalações, equipamentos e professores treinados para que possam receber pesso- as com deficiência.

A academia Companhia Athletica, em São Paulo, possui equipamentos que se ajustam à pessoa com deficiência. Além disso, os treinos são acompanhados e focados nas necessidades individuais de cada um. Segundo o gerente técnico de musculação e especialista em fitness, Wilmar Villas, a importância de um treino adaptado é melhorar a aptidão física para as atividades diárias, aumentando a qualidade dos mo- vimentos, assim como o bem-estar. “A personalização do treinamento é importante devido às características do tipo físico, desequilíbrios e assimetrias musculares”, explica Villas. Iniciativas como esta precisam ser seguidas em mais academias pelo país.

A aula criada pelo professor de educação física, por enquanto, só é apreciada pelos pacientes do instituto Lucy Montoro, mas já existem projetos de levar para academias interessadas e até a produção de um vídeo para que o cadeirante treine em casa.

http://www.cleutonnunes.com/

20100728

* Diferenças entre homens e mulheres


Mulheres e homens são diferentes, isso não é novidade. Mulheres são de Vênus e homens são de Marte. Mulheres são emoção e homens são razão... Por aí vão uma série de definições e separações, que chegam a nos fazer pensar que homens e mulheres são TÃO diferentes entre si como alienígenas seriam diferente de nós humanos.

Bem, se formos considerar a exteriorizações de comportamentos (que são fruto de condicionamento cultural), realmente há muitas diferenças. E no aspecto físico também não é diferente...

Existem diferenças marcantes no treinamento para homens e para mulheres. Estrutura física, hormônios, funcionamento do organismo... São inúmeros os pontos que diferenciam o homem da mulher, e isso faz uma certa diferença para os treinos. A mulher tem menos massa magra que o homem e isto, com certeza, é um diferencial para a performance. Além disso, tem a oscilação hormonal durante todo o mês que pode atrapalhá-la. As diferenças existem e é importante conhecê-las e entendê-las para tirar o máximo de proveito dos treinos.

Culturalmente as meninas são criadas e orientadas para atividades físicas de menor intensidade e freqüência o resultam no futuro numa maior sensibilidade nos tendões e ligamentos, sujeitando as contusões.

Essas alterações afetam o treinamento? Sim, afetam - para o bem o para o mal. O lado chato é que na fase pré-menstrual (a TPM), o organismo feminino tem muita retenção hídrica, deixando a mulher mais pesada e com o metabolismo mais baixo. Resultado: bem-estar afetado e, consequentemente, performance reduzida em treinos e provas.

Mas calma, nem tudo é problema. A parte ótima é que a TPM pode ser amenizada com a prática regular de atividades físicas. Afinal, o exercício ativa o metabolismo, amenizando o processo natural do organismo.

A mulher tem menor quantidade de glóbulos vermelhos que o homem, sua oxigenação é reduzida e conseqüentemente sua capacidade aeróbia em relação ao sexo masculino. Pelo fato de apresentarem deficiência de ferro suas performances são menores, esta deficiência pode ser amenizada com a ingestão de vitamina C, para uma melhor absorção de ferro.

Outros fatores confirmam a diferença no treinamento, como por exemplo, quadris mais largos, articulação das coxas e músculos das pernas em ângulos menores, provocando um balanço lateralizado, tanto no andar como no correr. Como normalmente a sudorese da mulher evidencia-se em espaço menores, elas necessitam menor evaporação para melhor performance.

Em relação à massa magra (que na mulher é menor comparada ao homem), a mulher que treina corrida deve compensar a diferença realizando um trabalho de musculação paralelamente aos treinos. O trabalho complementar é o grande diferencial. A corrida, apesar de baixo impacto quando comparado aos movimentos de saltos, pela sua natureza cíclica repete o movimento sempre em cima do mesmo grupo muscular. Portanto, se o organismo que receber este estímulo estiver fraco, é comum a sobrecarga ir para o lugar errado, ou seja, para os ossos e articulações em detrimento à musculatura. Ou seja, a mulher, por ter menos massa magra que o homem, deve receber maior estímulo de força e construção de massa magra durante seus treinos de corrida ou paralelo à eles.

E lembre-se que a corrida, além de promover a perda de peso (objeto de desejo feminino), proporciona bem-estar e condicionamento aeróbico. Ideal para todos, homens e mulheres!!

E se você só treina musculação, sem essa de não querer malhar os braços heim?! Nossos músculos não irão se hipertrofiar ao ponto de ficar menos feminino. Algumas mulheres possuem uma genética privilegiada que conseguem obter um ótimo resultado com o treinamento. Mas os músculos da mulher em média, no entanto, não se hipertrofiam em EXCESSO. A não ser que usem hormônios para tal objetivo.

A melhor performance é adquirida através do treinamento de boa qualidade, boa vontade só não basta, somente ATINGE o OBJETIVO aquele que tiver POTENCIAL e DISCIPLINA.

Bons treinos!



20100724

* Estou grávida, tenho que parar com os exercícios?



Algumas mulheres precisam de mais cuidados para fazer exercícios. Se você está bem de saúde, em ótima forma física e se sente disposta, você pode e deve continuar com seus exercícios. Lembrando que agora é uma fase de manutenção e não de superação!

De acordo com um estudo da revista científica American Journal of Obstetrics and Gynecology, mulheres ativas e saudáveis que se exercitam antes da gestação podem continuar a fazê-lo durante toda a gravidez sem risco à saúde ou ao desenvolvimento do bebê.

E segundo uma outra pesquisa, da Universidade de Oslo, mulheres que praticavam exercícios de alto ou médio impacto seis vezes por semana não tiveram diferença no tempo de trabalho de parto, no ganho de peso na gestação ou no peso do bebê ao nascer.

Os exercícios promovem o tônus muscular, a força e a resistência, o que ajudará seu corpo a carregar o peso extra da gravidez, preparará você para o esforço do trabalho de parto e ainda colaborará para seu corpo a voltar à forma depois que o bebê nascer.

A atividade física na gestação também diminui desconfortos físicos, como dores nas costas, prisão de ventre, fadiga e inchaço, além de ajudar a manter seu humor mais estável e sua auto-estima e seu sono em dia.
Caminhadas, natação, hidroginástica e bicicleta ergométrica são considerados exercícios seguros na gestação. Musculação, Ioga e pilates também são bons exercícios, mas não se esqueça de se certificar de que seu professor tenha experiência em lidar com grávidas.

Converse com seu médico antes de iniciar qualquer atividade se você:

• teve algum ameaço de aborto espontâneo
• teve um bebê prematuro no passado
• sabe que corre risco de um trabalho de parto prematuro desta vez
• sabe que sua placenta está baixa
• teve sangramento forte
• teve problemas na coluna lombar ou nas articulações do quadril
• apresenta alguma doença pré-existente
• apresenta quadro de pressão arterial muito alta
• sabe que vai ter mais de um bebê

Depois de conversar com seu médico e ser liberada, você poderá fazer exercícios moderados. Não se esqueça que esta fase é de “manutenção” e não de superação... No 1º trimestre, atividades moderadas e evite elevar demais a temperatura do corpo. Passado esse período, você também vai precisar eliminar exercícios que sejam feitos no chão (de costas) ou em que você fique de pé por muito tempo, ambos podem reduzir o fluxo de sangue para o bebê. E a frequência cardíaca controlada, em torno de 140bpm durante toda a gestação.

Cuidado com os alongamentos, neste período você está mais suscetível a distensões musculares por causa do hormônio relaxina, que permite ao útero dilatar e também age em outros tecidos conjuntivos.
Tendo todos os cuidados e sempre “ouvindo” o seu corpo, não há problema algum em realizá-los.

É importante lembrar, contudo, que você deve sempre conversar com seu médico sobre o tipo de exercício que pretende fazer ou continuar fazendo e mantê-lo sempre informado durante as consultas sobre qualquer alteração que tenha percebido.

20100720

* Efeito do exercício em grandes altitudes

O Pico da Bandeira é o ponto mais alto dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais, como também de toda a Região Sudeste do Brasil. É também o terceiro ponto mais alto do país, com 2.891,98 metros de altitude.
 
Quem vive em cidades ao nível do mar ou em localidades relativamente baixas não está acostumado às condições atmosféricas das grandes altitudes, portanto, o organismo sente o impacto da mudança e precisa de tempo para se adaptar. 



Quanto maior é a altitude, menor é a pressão atmosférica e mais rarefeito é o ar que respiramos. Também há uma redução na temperatura, que cai em média 6,5 graus a cada 1.000 metros de altura. Por fim, há um aumento na intensidade dos raios solares (que, aliás, podem provocar graves queimaduras). Com o ar rarefeito, somado ao incômodo provocado pelas condições climáticas mais duras, o funcionamento do organismo muda, e podem ocorrer efeitos desconfortáveis.

Acima de aproximadamente 1600m de altitude alguns indivíduos já podem começar a sentir os efeitos da altitude sobre o organismo, como dor de cabeça e vertigem. Acima de 2500m estes efeitos já se tornam mais latentes. De acordo com a idade, o condicionamento cardiovascular e muscular e da existência de doença prévia, o indivíduo pode apresentar desde pequena sensação de desconforto, dificuldade para respirar até um quadro grave de edema pulmonar. 



O corpo responde da seguinte maneira: a frequência respiratória aumenta, a frequência cardíaca se acelera e a concentração de glóbulos vermelhos, que transportam o oxigênio para os músculos, aumenta no sangue. Nesse período de adaptação, os sintomas mais comuns são respiração curta, dores de cabeça, náusea, vômitos, tontura, insônia (em dois terços dos casos) e perda de apetite (em um terço das pessoas).

TERRERÃO: 3,7km de caminhada... "morro acima"

Indivíduos normotensos podem apresentar pequena elevação da pressão arterial com a altitude e pacientes hipertensos podem sofrer posterior aumento. Pacientes com hipertensão arterial que planejam viajar para altas altitudes devem consultar seus médicos para orientação. Medidas preventivas tais como pequeno aumento na dosagem de anti-hipertensivos, dieta hipossódica e restrição da atividade física nos primeiros dias podem estar indicadas.
"só um pouco cansada"

É impossível prever se alguém sofrerá com os sintomas ou terá uma adaptação tranquila. Calcula-se que os sintomas negativos sejam sentidos por cerca de 15% das pessoas a 2.000 metros de altura. O índice sobe para 60% quando se chega a 4.000 metros. A mais de 5.000, todas as pessoas sentem algum tipo de efeito negativo. 

Qualquer pessoa está sujeita ao problema – fatores como idade ou sexo não são determinantes. A característica que mais pesa na definição de quem sofre ou não com os efeitos da altitude é a condição física. Geralmente, quem está bem condicionado lida melhor com a situação. O bom preparo e o fôlego em dia, porém, não garantem totalmente que uma pessoa ficará livre dos sintomas.


 PICO: 6,9 km de subida...Desafio superado!!! 
Valeu todo o esforço! =)


Durante a descida...

ATENÇÃO

Todo conteúdo desde blog é resultado de pesquisa em livros, revistas, internet e opnião pessoal. O objetivo deste blog é conscientizar e informar o seu público dos benefícios a saúde e qualidade de vida por meio da prática regular de atividade física. Contribuindo assim, ativamente, na saúde geral da população. Acreditamos que qualquer um pode se tornar saudável e em forma com um programa regular de exercícios físicos e boa alimentação.

As dicas e sugestões contidas neste site não substituem a presença e o acompanhamento de Educadares Físicos, Médicos, Nutricionistas, Psicólogos e Fisioterapeutas.

Equipe Fit Run


MEXA-SE E GANHE SAÚDE

MEXA-SE E GANHE SAÚDE
O objetivo do blog é incentivar você a praticar exercícios regularmente. E pra você que já pratica, facilitar o seu entendimento aos assuntos relacionados com atividade física, saúde e bem-estar.

Faça isso por você!!!

O sedentarismo é, hoje, um dos principais fatores de risco para a saúde. Por isso, ao reservar um "tempinho" durante o dia para a prática de exercícios físicos, você estará dedicando ao seu corpo a atenção e os cuidados que ele merece.